Te liga

Participei das gravações de um programa novo que a Band pretende lançar no início do ano de 2010.

Fomos para a Colina do Sol, em uma sexta-feira, quando chegou a equipe e o apresentador Rafinha Bastos (atual CQC) para gravarem.

Tietando o Rafinha do CQC
Tietando o Rafinha do CQC

A proposta era que o apresentador faria parte do nosso dia a dia, mostrando a comunidade, exatamente como ela é. Até aí tudo bem. Faltou combinar com São Pedro que ultimamente, no Rio Grande do Sul, abriu as torneiras e esqueceu-se de fechá-las.

O produtor do programa é argentino. Não resisti e fiz o comentário: “…são os argentinos que nos mandam as frentes frias. Este é o resultado. Estamos parados, sem poder gravar por conta do mau tempo.” Ele riu, mas não concordou.

Rafinha cortando lenha
Rafinha cortando lenha

Nosso dia a dia não é ficar na frente da TV, tomando chimarrão, como estávamos naquele momento. Vivemos na rua, principalmente no verão, jogando vôlei, tomando banho no lago, jogando conversa fiado com os amigos, promovendo churrascos… Um entra com a carne, outro com a salada, outro com a bebida. Está feita a festa!

Rafinha ajudando colocar a mesa
Rafinha ajudando colocar a mesa

A chuva não é impedimento para nos divertirmos. Jogar vôlei na chuva é até melhor. O problema era o equipamento de filmagem deles que não podia ser molhado.

Devíamos ter consultado a meteorologia! E poderíamos ter atirado um pedaço de sabão em cima do telhado, dizem os antigos, que resolve, para de chover na hora. Por conta do mau tempo estávamos dispensados. No dia seguinte, tentaríamos fazer tudo o que estava programado.

Deitei, fui dormir com o barulhinho da chuva no telhado. Não conheço efeito melhor para pegar no sono rápido. Na madrugada, acordei com um disparo de raios rasgando o céu, que nunca havia presenciado antes. A cabana ficou iluminada por um flash dos relâmpagos sucessivos. Eu não sabia onde me enfiar, tal era o tremor, da cabana e o meu, toda vez que o barulho do trovão quebrava o silêncio da noite.

Eu refletia: “…a natureza quando se revolta é que nem um dragão furioso, solta chispas e rugidos assustadores. Nós, pequeninos mortais, ficamos menores ainda, encolhidinhos atrás de uma porta, assistindo o vento dobrar as árvores quase até o chão.” Pensei. Amanhã será que vamos ter alguma árvore de pé para poder filmar?

Acordei de manhã. Tudo calmo, o mato inteirinho de pé, os pássaros cantando como se nada tivesse acontecido.

A equipe levantou animada para gravar. Começamos o dia passeando, conversando, mostrando o espaço que temos para o lazer.

Correndo na quadra para acompanhar o jogo
Correndo na quadra para acompanhar o jogo

Então fomos para a filmagem do cotidiano de nossa comunidade naturista. Tudo bem natural. Nada de maquiar os participantes e nem o cenário. Apesar de estarmos passando por uma fase de tornados no sul. Temos o nosso churrasco, nosso chimarrão, nossa hospitalidade e nosso jeito de viver nu em comunhão com a natureza, com ou sem o sol, que impressiona os visitantes.

Combinando para irmos ao lago
Combinando para irmos ao lago

A tarde voltou a chover fraquinho. Rolou o jogo de vôlei. O pessoal animado, o apresentador torcendo, corria de um lado ao outro da quadra. Saímos todos dali da quadra de vôlei em direção ao lago e o apresentador teve o seu batismo nu, na comunidade naturista Colina do Sol. Abraçados. Corremos para nos jogar nas águas, quase frias, do lago num banho coletivo para retirar à areia do corpo. Estamos ligados!

Batismo do Rafinha no lago
Batismo do Rafinha no lago

Não deixe de me acompanhar. Quando a reportagem for ao ar, estarei divulgando aqui no blog. Fiquem esperto, os caras são muito bons!

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