A aventura pode ser maluca, o aventureiro não.

Os aventureiros saindo da Arca de Bilú/Tambaba/PB
Os aventureiros saindo da Arca de Bilú/Tambaba/PB

As trilhas de Tambaba além, de boa dose de adrenalina, trazem ao espirito aventureiro a certeza de estar em um local de beleza, sons e cores difíceis de traduzir em palavras. A mata só se revela para quem a respeita e admira.

Inicio da trilha: saindo do asfalto e entrando na mata
Inicio da trilha: saindo do asfalto e entrando na mata

Eu tive este privilégio. Fiz duas trilhas e vou relatar aqui no blog embora, saiba que a aventura não se traduz se sente. A pessoa sai de dentro da mata diferente de como entrou e isso é intraduzível.

O clima é outro na sombra das árvores
O clima é outro na sombra das árvores

Portanto vamos à trilha:

Trilha de Cajueiro

Saída do Restaurante Arca de Bilú.

Eu ao lada da guia Rosana
Eu ao lado da guia Rosana

Seguindo em frente pela estrada asfaltada, logo em seguida a direita, entra na mata fechada vai caminhando até encontrar um velho pé de cajueiro, que não floresce mais e nem dá frutos, mais esta ali imponente, dando sombra e servindo de abrigo a fauna.

O pé de cajueiro mais antigo do mundo das matas
O pé de cajueiro mais antigo do mundo das matas

Segue a trilha na mata observando a diversidade da flora e os imensos formigueiros ao lado do caminho.

Deitamos para relaxar e ouvir os sons da mata
Deitamos para relaxar e ouvir os sons da mata
A vista que se tem deitados da copa das árvores
A vista que se tem deitados da copa das árvores

No meio da mata fechada em uma clareira um momento de reflexão e relaxamento, o grupo é convidado a deitar-se de costas sobre o tapete de folhas, em baixo das copas de árvores para ouvir os sons da mata e do mar.

Seguindo o caminho da trilha
Seguindo o caminho da trilha
Aqui a corda auxilia para não escorregar
Aqui a corda auxilia para não escorregar

Segue até a descida “Escorrega Lá Vai Dois”, este nome sugestivo é para chamar atenção, se a pessoa que estiver atrás na trilha escorregar, ela vai levar ao chão quem estiver a sua frente. É colocada uma corda na margem da descida para que as pessoas possam descer em segurança, sem levar ninguém no escorrega.

Descontração no balanço
Descontração no balanço

Mais adiante na descida tem uma árvore deitada sobre o caminho, serve de balanço (Balanço de Parinan) para o deleite do caminhante que fica se embalando e curtindo o frescor da mata.

Na descida em direção ao mar
Na descida em direção ao mar

Passada esta etapa segue descendo a falésia pela trilha na mata até se descortinar a vista da praia naturista de Tambaba.

descendo cada vez mais
descendo cada vez mais

A travessia na praia é nu, o banho é opcional, vai até o outro lado passando as escadarias, onde ficam as piscina naturais e é necessário o traje de banho para banhar-se nas piscinas pois, fica dentro da Tambaba não naturista.

Aqui despimos nossas roupas
Aqui despimos nossas roupas

Adiante na caminhada de areia segue-se para a praia de “Macelia” lá pode-se ver a “Pedra do Despacho” onde são realizados ritos umbandistas do Culto de Jurema, conhecido também, como um dos sete chakras do planeta terra pelo culto da umbanda.

A merecida recompensa na areia, logo ali o mar
A merecida recompensa na areia, logo alí o mar

Seguindo a trilha atravessa uma pequena falésia até a praia conhecida como “Arapuca”, nome dado pelos surfistas tal é a forçadas ondas que ali rebentam. Lá pode-se encontrar verdadeiras obras de artes naturais, feitas nas paredes das falésias, pela erosão dos pingos de chuva batendo na argila colorida.

As falésias da Arapuca
As falésias da Arapuca

Sobe-se os degraus esculpidos na falésia até o “Mirante da Escadaria” onde se avista a praia de Tambaba a direita e a do Coqueirinho a esquerda, num visual de tirar o folêgo do apreciador.

A vista de cima da falésia é de tirar o folêgo
A vista de cima da falésia é de tirar o folêgo

Dali retorna pela trilha em cima da falésia, sentindo o cheiro do alecrim do mato e sob o olhar atento dos corvos na copa das árvores.

No final uma saborosa mesa de frutas nos aguardava
No final uma saborosa mesa de frutas nos aguardava

O final é na chegada ao restaurante, onde se pode tomar uma chuveirada, para se refrescar do calor e saborear uma farta mesa de frutas e sucos, premio merecido, depois de tanto esforço.

São recomendados trajes esportivos leves e de banho, boné, protetor solar e cantil com água.

O grau de dificuldade na trilha é de leve a moderado.

Para fazer a trilha é necessário contatar a guia: Rosana, fones: (83) 9972 -2369 e (83) 9929-8745, mail : [email protected] e/ou [email protected]

Endereço: Rod. Abelardo Jurema – PB 008 -Tambaba/Conde/Paraíba.

One thought on “A aventura pode ser maluca, o aventureiro não.

  1. Aventureira de céu, mar e matas, minhas homenagens.
    Voce disse que a pessoa sai desse desbravamento, diferente do que quando entrou. Para quem tem sensibilidade, amor à vida , às coisas e pessoas. Lindo isso, que vontade. Beijos.

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