Quem sabe, faz a hora feliz!!

Fizemos a 2ª edição do Happy Hour Nu que veio para ficar, tudo tem hora para acontecer, a hora da nudez social, para fazer amigos e ter momentos divertidos na mesa de um bar, é agora.

Escolher dia e hora para confraternizar nu, em um ambiente tranquilo e acolhedor de um bar.

As pessoas vão chegando pendurando suas roupas em um cabide.

E, é pura felicidade, o bar é climatizado, o que ajuda muito nas noites frias do inverno aqui no Sul.


O Happy Hour Nu acontece uma vez ao mês no Bar Vonteese em Porto Alegre no Rio Grande do Sul.

Quem disse…

Quem disse que no Brasil não funciona Happy Hour com nudez opcional?

Que o brasileiro não está preparado?

Vamos pagar para ver?

Promover um evento, com a nudez opcional, é só uma desculpa, para se manter vestido em um ambiente onde, se deveria ficar nu. É o que se ouve. 

Também se ouve, promover um Happy Hour em um bar com endereço conhecido, divulgado nas mídias sociais, vai haver voyeurismo, elementos suspeitos, sentados em um canto espionando.

Tem que experimentar primeiro para dizer se funciona ou não.

Quer saber, apesar de todos os senões, continuamos apostando.

Vamos fazer um Happy Hour Nu.

Nos demos as mãos Vonteesebar, Brasil Naturista e Blog da Glacy.

Chamamos a Sabrina e topamos o desafio,um por todos e todos por um.

O evento aconteceu, quinta-feira dia 16 maio, lotou o espaço do bar, até a imprensa Gaúcha/ZH compareceu e fez uma crônica maravilhosa sobre, pele, pelo e olhos nos olhos.

Porto Alegre tornou-se a primeira capital brasileira a ter um evento cosmopolita, que tem acontecido em Londres e Paris, com o maior sucesso.

Todos os que compareceram na sua grande maioria ficaram nus, confraternizaram, trocaram amenidades e conhecimentos sobre a filosofia naturista, cujo mote diz,respeite a si aos outros e a natureza harmonizando-se.

Funcionou.

E nos nem tocamos na onda conservadora que se instaurou no Brasil e boa parte do Mundo.

A última bolachinha do pacote

2º Tambaba Open de Surf Naturista
2º Tambaba Open de Surf Naturista

Sábado, dia três de outubro, foi o auge do encontro em Tambaba: praia cheia de naturistas, apresentação de grupo folclórico com Dança do Côco de Gurugi. Entramos na roda de dança, sol forte, calor intenso, trabalhamos a manhã inteira. Tambaba tem a luminosidade perfeita para fotografar e aproveitei ao máximo deste efeito de luz natural para fazer muitas fotos. Pintamos o corpo com argila das falésias, desbravamos trilhas, nos refrescamos do calor tomando vários banhos no mar.

Acompanhamos a fase classificatória do surf, corpos bronzeados em cima das pranchas fazendo manobras em busca da melhor onda e eu em busca do melhor ângulo para fotografar. Trabalho difícil este meu.

Fiz a cobertura da reunião da FBrN, à tarde, e depois disso acabou meu expediente. Fui ao encontro de amigos no bar da praia ao lado, já no finalzinho da tarde, jogar conversa fora e beber cerveja gelada. Fiquei um tempão por ali até que a reunião acabou e o restante do grupo se unisse a nós para cantar, batucar na mesa, comer batatinha frita e beber.

Lua cheia, espetáculo a parte
Lua cheia, espetáculo a parte

A lua foi subindo no mar, majestosa. Eu tinha que reverenciar, hipnotizada por aquela luz enorme branqueando as ondas que vinham bater na areia. Fui até onde a onda rebentava molhar os pés e desfrutar daquele momento sozinha.

Fui caminhando em direção à Pedra do Elefante para assistir melhor o efeito da luz da lua iluminando as folhas do coqueiro solitário em cima da pedra. Não tenho noção do tempo que fiquei apreciando este espetáculo, só ouvi de longe alguém gritava o meu nome. Prestei atenção no grito, era do meu amigo “O Gaúcho” preocupado por não me localizar no mar em frente ao bar. Achou que eu tivesse ido mar adentro. Talvez atendendo ao apelo de um boto cor de rosa perdido por ali, vindo direto do Rio Amazonas, e entrando no mar com o mesmo intuito de seguir o rastro deixado na água pelo brilho da lua.

Carina e Glacy no bar da praia apreciando a lua
Carina e Glacy no bar da praia apreciando a lua

Enfim localizada, voltei ao bar para cantar e cantar a beleza daquele momento. Foi então que as luzes na praia se apagaram e explodiu a alegria no bar. Avisamos o dono, agora começou o Luau pra valer. Se quiser que a gente continue no bar comendo e bebendo, desliga o disjuntor, porque quando a luz retornar vamos atravessar aquelas escadas e mudar de bar e de praia.

E dito e feito. Quando a luz voltou, nos dirigimos para o lado naturista da praia onde a festa estava programada para acontecer com fogueira, música ao vivo e mais cerveja. Eu já estava com efeito duplo: embriagada da beleza da lua e da espuma branca e gelada do copo de cerveja.

Rey animou os naturistas no "Nual" de Tambaba
Rey animou os naturistas no "Nual" de Tambaba

Fiz jus ao meu título de “Dancing Queen” conquistado nas pistas da Discoate, em Porto Alegre. Dancei muito e, quando a turma já cansada quis ir embora, fiquei dividida em ir com eles ou ficar, estava muito divertido aqui no “NUAL”.

A galera que estava por ali dançando pediu em coro, “fica”. Era o incentivo que eu precisava, então fiquei. Não faltou quem se prontificasse a me levar depois para a pousada. Até o “Senhor Prefeito” colocou seus seguranças à disposição. Um moreno alto, bonito e sensual também se dispôs a me oferecer hospedagem na pousada da praia. Uma conhecida, que estava hospedada no mesmo lugar que eu, e também sem condução para voltar, sugeriu:

Vamos dormir na beira da praia e esperar o sol para o dia nascer feliz.

Naquela noite fiz uma descoberta muito interessante para a qual não obtive resposta: Por que na Paraíba tem duas luas cheias no céu?

Tive meu momento “to me sentindo” a última bolachinha do pacote.