Caminhada até a foz do rio

Saída do pequeno povoado de Massarandupió pertencente ao município de Entre Rios/ Bahia.

A beleza infinita feita de céu, areia e mar
A beleza infinita feita de céu, areia e mar

A atração do povoado são suas belezas naturais: rio, dunas alvíssimas, coqueiro e uma praia ampla, com uma área reservada para a pratica do naturismo.

A paisagem bucólica na sombra de uma mangueira
A paisagem bucólica na sombra de uma mangueira
Eu e Carina comendo manga colhida do pé
Eu e Carina comendo manga colhida do pé

A sensação que se tem ao caminhar pela vila é de voltar no tempo, a vida ali é calma e tranquila, seus habitantes são sossegados e pacíficos.

Natureza praticamente intocada de coqueirais
Natureza praticamente intocada de coqueirais

Na saída atravessamos uma pequena ponte sobre um dos inúmeros riachos da região.

A praia emoldurada pelo cobertura das folhas secas dos coqueiros
A praia emoldurada pelo cobertura das folhas secas dos coqueiros

A praia fica mais ou menos 2 km da entrada da vila, indo pela estrada de terra.

O rio entre as fileiras de dunas
O rio entre as fileiras de dunas

Entre as fileiras de dunas corre o rio de águas mornas e ferruginosas, andamos em direção do coqueiro caído.

O coqueiro caído
O coqueiro caído
Descendo a duna indo para a praia
Descendo a duna indo para a praia

Uma extensa área verde cheia de coqueiros que costuma nas festas de fim de ano lotar de barracas em um camping a céu aberto cujo único luxo é as sombras dos coqueiros durante o dia e o céu estralado iluminando a noite.

Caminhada na praia até a barra
Caminhada na praia até a barra
Todo o trajeto contemplando as belezas da praia
Todo o trajeto contemplando as belezas da praia

Ali é possível, na caminhada pela extensa faixa de praia deserta até a barra, esquecer-se do mundo.

Fomos acompanhados pelo guia Zé Bola que nos orientou sobre a movimentação do rio
Fomos acompanhados pelo guia Zé Bola que nos orientou sobre a movimentação do rio
O rio que banha o mangue na sua foz
O rio que banha o mangue na sua foz
O rio serpenteando em direção ao mar
O rio serpenteando em direção ao mar

Não existe nada mais adequado para curar o stress, do que, a terapia energizante da natureza. Fomos contemplando toda esta beleza até o encontro do rio com o mar.

Correndo para o banho no rio
Correndo para o banho no rio
A terapia energizante das águas mornas e ferruginosas do rio
A terapia energizante das águas mornas e ferruginosas do rio
A alegria de um banho nu em um rio de natureza intocada
A alegria de um banho nu em um rio de natureza intocada

Suados depois de muito caminhar, paramos para tomar um banho no rio junto ao mangue.

Uma água de coco para hidratar da caminhada
Uma água de coco para hidratar da caminhada
Retornando da caminhada para a área de praia naturista
Retornando da caminhada para a área de praia naturista

Na volta paramos para tomar uma água de coco e nem sentimos o tempo passar. Fomos até a foz e voltamos e só deixamos nossas pegadas como registro de nossa caminhada.

Eu faria tudo outra vez

Colocamos nossa bandeira bem no alto em Le Betulle/Itália
Colocamos nossa bandeira bem no alto em Le Betulle/Torino/Itália
Eu encontrei esta avenida, que me é familiar, na Euronat/França
Eu encontrei esta avenida, que me é familiar, na Euronat/Bordoux/França

Na minha recente viagem, para cobrir o verão naturista europeu, passei por vários desafios:

A caminhada com o joelho machucado, foi meu maior desafio
A caminhada com o joelho machucado, foi meu maior desafio, neste percurso da viagem

O primeiro deles foi: forçando o treino para estar em forma e aguentar o tranco da viagem. Aumentei o ritmo da caminhada e machuquei o joelho, há exatamente dois dias antes de viajar.

O treino foi para caminhar, com a mochila, todo o trajeto da expedição Pelados na Europa
O treino foi para caminhar, com a mochila, todo o trajeto da expedição Pelados na Europa

Meu treino passou a ser: cumprir com o horário de tomar os anti-inflamatórios. Descobri um anti-inflamatório ótimo, na Itália, o OKI. Remédio que se toma para tudo que é dor, até para unha encravada. Resolvida esta parte.

No saguão para o embarque
No saguão para o embarque
Na fila do embarque
Na fila do embarque

O seguinte foi com a bagagem de mão: cada aeroporto uma tensão. Isso passa isso fica. Não sei se foi a minha cara, de gente do bem. Só sei que não me tiraram nada, meus frascos, cremes e protetor solar, continuaram comigo.

Estação de trem esperando taxi
Estação de trem esperando taxi
Pegando taxi
Ainda bem que o taxi era grande, só as mochilas encheram o porta-malas

Não fiquei sem proteção. Pudera, antes de levantar voo, ainda aqui do Brasil, me agarrei com todos os santos, de todas as nacionalidades, por onde eu iria passar.

Um brinde para comemorar nossa chegada em Bordoux
Um brinde, para comemorar nossa chegada, em Bordoux

No aeroporto de Bordeaux na França, começou uma movimentação muito estranha, ao redor de uma mala abandonada, bem perto onde eu estávamos sentados, aguardando o embarque para Barcelona.

No onibus já bem longe qualquer confusão
No onibus, já bem longe de qualquer confusão

Do nada, surgiram uns guardas armados, mandando evacuar o local, pegamos nossas mochilas e nos mandamos. Confesso que morri de curiosidade para saber, se era algum ato terrorista e eu havia escapado por um tris.

Muito chão depois pela frente, em Trieste/Itália
Em Trieste/Itália, agora com a mala de rodinhas.

Na volta da Espanha para França, desembarquei no mesmo aeroporto, em Bordoux. O local do mesmo jeito, tudo impecável, sem um arranhãozinho sequer. Ufa! Que alivio. Alguém muito esquecido foi viajar e deixou a mala na sala de espera do aeroporto. Nada demais.

Mais onibus, o ar condicionado não dava vencimento, um calor deste onibus
No onibus, o ar condicionado não dava vencimento com o calor lá fora. Para, queremos descer.

O roteiro foi grande: Piemonte, Lombardia, Emilia-Romagna, Veneto, Toscana, Friuli-Venezia Giulia na Itália. Bordoux na França. Barcelona na Espanha. Porec na Croácia.

Chegando ao Solaris/Crácia
Olha a nossa felicidade por estar chegando ao Solaris/Porec/Croácia

Isso tudo foi feito de avião, trem, ônibus, carro. Muita disposição e água, para enfrentar o tórrido calor, que estava fazendo por lá.

Nossa hospedagem em Montelivet/França
Nossa hospedagem em Montelivet/Bordoux/França

Até que, em Montelivet, na França onde ficamos hospedados, tivemos um frio inesperado para época, conseguindo quebrar a sequencia de calor insuportável.

Nos viemos aqui para ficar pelados, ou tremer de frio?
Nos viemos aqui para ficar pelados, ou tremer de frio?

Aproveitamos o clima ameno, para conhecer a Euronat, distante uns 15 km de Montelivet. Fizemos o percurso a pé. No meio do caminho, encontramos um trecho da estrada de areia, o jeito foi improvisar um cajado, com um galho de arvore, para não forçar os joelhos na caminhada.

Olha a estrda em que nos metemos para caminhar
Olha a estrada em que nos metemos para caminhar
Tratei de pegar um cajado para vencer o tranco
O jeito foi pegar um cajado para vencer o tranco
E tinha muita estrada ainda para percorrer na ciclovia que liga Montelivet a Euronat/França
E tinha muita estrada ainda para percorrer, na ciclovia que liga Montelivet a Euronat/França

Fiquei com inveja dos ciclistas, que passavam sorridentes por nós, dando bonjour. Cada um se exercita como pode, pensei, cá com meus botões, seguindo firme na caminhada, sem olhar para trás.

Enfim chegamos ao destino
Enfim, chegamos ao destino

Tudo isso feito em trinta dias. Eu, sempre carregando, uma maquina fotográfica profissional pesada, nos ombros. Nada que me tirasse o estimulo. Valia cada trecho, para conhecer e registrar as belezas dos locais visitados.

Eu sempre correndo atras de uma boa foto
Eu, sempre correndo, atras de uma boa foto
Sem roupa mas, com a maquina em punho, ossos do oficio.
Sem roupa mas, com a maquina em punho, ossos do oficio.

A beleza estética, a cultura e a imensidão deste mundo, me fez perder a noção de cansaço e exaustão. Só o prazer de vivenciar a novidade, de poder registrar e participar, de tantos momentos únicos, é capaz de revigorar as minhas forças e imediatamente, desejar retornar, para viver tudo isso de novo. A dificuldade que eu encontro é de escolher as fotos para mostrar, são muitas mil.

O belo por-do-sol de Trieste/Italia
O belo por-do-sol de Trieste/Itália