A Ceia de Natal que foi trazida do mar

Na ilha naturista de Jurubá, Parati/RJ fomos presenteados com uma ceia dos Deuses, no natal passado.

Os mexilhões à moda da Ilha de Jurubá/RJ
Os mexilhões à moda da Ilha de Jurubá/RJ

Foi servido o prato de entrada, mexilhões a moda da ilha, preparado pelo chef Francis, também o anfitrião da festa.

Champanhe para o brinde
Champanhe para o brinde
Os anfitriões Francis e Teresa levantando a taça para o brinde
Os anfitriões Francis e Teresa levantando a taça para o brinde

Os mexilhões foram apanhados ali mesmo no mar, literalmente no quintal da casa, trazido de barco eles foram diretos para panela.

As deliciosas frutas servidas junto com a ceia
As deliciosas frutas servidas junto com a ceia
Um verdadeiro espetáculo para os sentidos
Um verdadeiro espetáculo para os sentidos

A receita me foi gentilmente cedida e vou repartir com todos, para experimentarem esta iguaria, que muitos dizem ser afrodisíaca, e poderá ser servida na ceia deste natal.

Mexilhões à moda da Ilha de Jurubá:

3 colheres de sopa de azeite extra-virgem

1 cebola picada

2 dentes de alho picados

2 xic. De vinho branco

1 Kg de mexilhões, com a concha, bem lavado em água corrente

Tempero verde, sal e pimenta do reino moída a gosto.

Em uma panela grande e funda aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho, acrescente o sal e a pimenta. Despeje o vinho e deixe ferver, abaixe o fogo, junte os mexilhões, tampe a panela e cozinhe por cinco minutos ou até que as conchas se abram (deixe de lado as fechadas) e sirva quente.

O espiríto natalino estampado no sorriso dos anfitriões
O espiríto natalino estampado no sorriso dos anfitriões
Parceiros na felicidade e na touca de natal
Parceiros na felicidade e na touca de natal

O natal fica muito mais apetitoso quando se saboreia este prato em uma ilha, ouvindo o bater das ondas nas pedras, em uma noite iluminada sómente pelas estrelas.

Bons momentos para se compartilhar! Um Feliz Natal!

Ilha da Travessia

Conheci em junho, finalmente, a tão falada ilha de Jurubá, localizada na não menos bela Paraty.

Indo no barco para a ilha
Indo no barco para a ilha

Já na chegada no cais, nos aguardava o barco Aparecida. Eu embarco para conhecer uma das mais recentes áreas de naturismo e vivenciar uma superação de um antigo trauma com água.

Os meus pesadelos de infância sempre foram com ondas gigantes me encobrindo e eu sempre respeitei muito o mar, rio e cachoeiras. No máximo indo até onde a água encobrisse minha cintura.

Mas aquele mar mansinho sem ondas, cristalino… Saquei minha máquina fotográfica e fui clicando durante toda viagem até atracar na ilha, onde o casal de anfitriões nos esperava, atraídos pelo barulho do barco.

Sendo recepcionados na chegada por Francis e Teresa
Sendo recepcionados na chegada por Francis e Teresa

Recepcionados no cais, arrastamos nossa bagagem até a residência, estilo colonial, muito aconchegante. Joguei-me na cama do quarto, não acreditando estar numa ilha cercada de água por todos os lados e dali só poderia sair de barco, com hora previamente agendada. Dá um frio na barriga, mas eu pensei, o mar é mansinho.

Era quase hora do jantar, tomei uma chuveirada, peguei a canga de dentro da bolsa, me sentindo a Jane do seriado “O Tarzan”. Cruzei o corredor em direção a sala, já sentindo o cheirinho gostoso vindo da cozinha.

Um ambiente de aventura e sofisticação. Os proprietários do lugar ele, Francês e ela brasileira costumam brincar que com o tempo de convivência em comum, ele foi ficando cada vez mais brasileiro e ela cada vez mais francesa.
Na culinária, afirmo que ela é uma excelente chef. Sentamos-nos todos ao redor da mesa e saboreamos um jantar divino. Todos muito à vontade, se sentindo em família. Naquela noite fomos agraciados pelo calor de uma lareira. Estávamos no mês de junho, e a noite costuma refrescar na ilha.

Encontrei Teresa na caminhada em volta da ilha
Encontrei Teresa na caminhada em volta da ilha

Pela manhã, pude ser acordada pelo sol batendo no rosto, pois, dormi com as persianas da janela abertas. Dei uma caminhada antes do café pela ilha para ver o sol refletido no mar e os barcos passarem ao longe, tal como em um filme.

O convite é para cairmos todos ao mar e visitar uma gruta na praia do “Porco”. Só tinha um obstáculo. Eu não nado, ou melhor, dizendo, bato com os pés e as mãos na água. Afundar eu não afundo, mas daí aceitar um convite de nadar no mar até a caverna, já era demais para meu espírito “aventuresco”.

Conversamos no pequeno grupo. Todos muito a fim de ir conhecer o local e eu não queria ficar de fora, estava começando a aceitar a idéia de nadar no mar. E o trauma? Eu estava pensativa. Olhava o mar. Olhava a terra firme, neste caso pedras firme. Concentrei no meu desejo de conhecer a gruta, que segundo eles valia à pena por sua beleza. Ouvindo o meu coração, resolvi, eu vou. Eles ficaram um pouco surpresos com minha decisão.

Montamos uma estratégia: eu sairia na frente, junto com a experiente anfitriã, e mais atrás viriam de prancha com os equipamentos para registro, os outros dois do grupo.

Muita preparação e recomendações detalhadas por onde eu iria entrar no mar. Que eu tomasse bastante cuidado para não ir em direção às pedras, pois poderia me machucar, e seguir bem de perto minha guia.

Caminhando nas pedras para entrar no mar
Caminhando nas pedras para entrar no mar

Caminhando cuidadosamente por cima das pedras, cheguei ao local onde iria entrar no mar. Meu coração acelerou e eu ali parada, entre o medo e o prazer que aquela aventura me proporcionava.

A guia já estava no mar e eu a observava. Ela não nadava, simplesmente flutuava na água movendo as pernas como se estivesse caminhando no mar. Parecia tudo tão simples.

Sendo orientada para entrar no mar
Sendo orientada para entrar no mar
Só eu e o mar
Só eu e o mar

Bora lá! Seja o que Deus quiser! Joguei-me ao mar e foi impressionante a sensação. Entrei nua, com a água quase fria, eufórica com vontade de gritar. Nesta época do ano a água não costuma ser morna como no verão.  Fui nadando por entre as pedras com cuidado, era indescritível. Eu tremia, mas não era de nervoso, era de excitação.

Eu seguindo Teresa no mar
Eu seguindo Teresa no mar

Inacreditável aquele marzão à minha volta e eu conversando com minha acompanhante que continuava só movendo as pernas na água e eu ali batendo pés e braços bem fortes.

Caverna na praia do "porco"
Caverna na praia do "porco"

Vencendo meus medos, cheguei até a gruta. Entrei, dava pé. Com a água pela cintura, gritei! “Eu não acredito, eu venci o desafio das águas”!
Lugar maravilhoso para ficar ali só apreciando a exuberância da natureza encravada nas pedras. Tanta beleza me deixa tonta de alegria. Meu corpo pulsava, minhas pernas estavam bambas.

A vibração depois da conquista do mar
A vibração depois da conquista do mar

Na volta triunfante subi nas pedras e comemorei meu feito como se tivesse atravessado o canal da Mancha!