Entre o mar e a mata, fique com os dois!

Um grande empreendimento nasce na região nordeste: A primeira vila naturista da Bahia.

A frente na construção Waldo Andrade apaixonado por educação ambiental
A frente na construção Waldo Andrade apaixonado por educação ambiental
O casal Waldo e Marisa aconpanhados pelo Marcelo na visita a Ecovila da Mata
O casal Waldo e Marisa aconpanhados pelo Marcelo na visita a Ecovila da Mata

Capitaneado por lideres naturista, que pensam no amanhã, pra já!

A mata densa, cujos galhos de árvores tocam ao céu, de tão altas.
A mata densa, cujos galhos de árvores tocam ao céu, de tão altas.

Tudo é grandioso! Na quantidade de árvores da mata Atlântica, na grande área de coqueirais, na extensão de verde a perder de vista.

O rio que corta as trilhas por dentro do mato
O rio que corta as trilhas por dentro do mato
A piscina natural de águas cristalinas convidam ao banho
A piscina natural de águas cristalinas convidam ao banho

No riacho de águas cristalinas, que cortam as trilhas, no meio da mata.

A água como espelho refletindo os raios de sol
A água como espelho refletindo os raios de sol

Na quantidade de pássaros e animais silvestres.

Na clareira a identificação do lote onde vai ser construido a cabana
Na clareira a identificação do lote onde vai ser construido a cabana

A Ecovila da Mata será implantada nas clareiras, que existem no meio do mato, na área menos densa, sem que seja necessário derrubar árvores. Tudo que brotou e cresceu na terra, vai permanecer praticamente intocado.

Caminhando nos coqueirais uma imensidão de verde
Caminhando nos coqueirais, uma imensidão de verde
Waldo detalhando o projeto para o Marcelo do Brasil Naturista
Waldo detalhando o projeto para o Marcelo do Brasil Naturista

Ali, se encontra coqueiros, mangabeiras, cajueiros, mangueiras, e outros frutos típicos da região.

Caminhando na trilha da mata para conhecer o local
Caminhando na trilha da mata para conhecer o local
Indicando o caminho
Indicando o caminho

O objetivo é construir as cabanas com o menor impacto possível ao meio ambiente.

Uma parada na área de lazer perto da piscina, depois da caminhada na trilha
Uma parada na área de lazer perto da piscina, depois da caminhada na trilha

Repensar e reiventar são verbos mais alinhados as necessidades do planeta, a vila naturista será construída para harmonizar com toda esta abundância natural.

Bromélias brotam no alto da copa das árvores em Entre Rios/Bahia
Bromélias, uma das flores símbolo da mata, brotam no alto da copa das árvores
Flores dos frutos da região
Flores dos frutos da região

Isso tudo perto da capital Salvador, na Costa dos coqueiros onde tem praias entrecortadas por rios, dunas, coqueirais, lagoas e manguezais.

Estrada
Linha Verde BA-099
Manguezal na foz do rio Massarandupió
Manguezal na foz do rio Massarandupió

O acesso é pela primeira rodovia ecológica do país, construída com base em estudos de impacto ambiental sobre a natureza praticamente intocada.

Acesso na rodovia a praia do Forte
Acesso na rodovia BA-099 a praia do Forte/Mata São João/Bahia

Viajar por ela é uma alegria para nossos olhos e faz um bem enorme a nossa alma. A imensa tonalidade de tons azuis e verdes, estendidas como tapetes, em uma área extensa, de areias brancas.

Praia de Massarandupió litoral norte da Bahia, municipio de Entre Rios
Praia de Massarandupió litoral norte da Bahia, municipio de Entre Rios
O trecho naturista da praia de Massarandupió/Entre Rios/Bahia
O trecho naturista da praia de Massarandupió/Entre Rios/Bahia

O litoral norte da Bahia é um lugar de sonho. Verão o ano inteiro, entre outras coisas, quesitos como custo e qualidade de vida ideal, para viver e morar.

Custo e qualidade de vida ideal para se viver
Custo e qualidade de vida ideal para viver e morar

Você já foi a Bahia? Não. Então vá!

Ainda presa na Arapuca

Do alto das falésias na praia da Arapuca
Do alto das falésias na praia da Arapuca

Encantada com a beleza do lugar estou até agora sobre o efeito arrasador da praia da Arapuca. Fui visitar um casal de artista que mora nesta praia deserta, vizinha a Tambaba.

Em direção da trilha para descida
Em direção da trilha para descida

Era de tarde e o sol sombreava parte da praia, para se chegar até lá fomos por uma trilha mantida por eles que tem o hábito de descerem quase todo dia para garimpar matéria prima usada na confecção de sua arte.

Inicio da trilha lá vamos nós
Inicio da trilha lá vamos nós

A vista que se tem do alto das falésias é majestosa, mas é lá embaixo que temos a verdadeira dimensão da beleza esculpida, nas montanhas arenosas e coloridas, pela interferência do tempo.

No templo das falésias
No templo das falésias
Contemplando tanta beleza
Reverenciando a beleza do local

Ficou marcado este fim de tarde em minha memória, a luz perfeita, o banho de mar, a caminhada na areia, ao fundo o colorido das falésias, cenário perfeito de sonho.

Eu e o mar
Só eu e o mar

A arapuca é um templo natural de contemplação da mais pura arte construída pelo tempo e o vento.

Ilha da Travessia

Conheci em junho, finalmente, a tão falada ilha de Jurubá, localizada na não menos bela Paraty.

Indo no barco para a ilha
Indo no barco para a ilha

Já na chegada no cais, nos aguardava o barco Aparecida. Eu embarco para conhecer uma das mais recentes áreas de naturismo e vivenciar uma superação de um antigo trauma com água.

Os meus pesadelos de infância sempre foram com ondas gigantes me encobrindo e eu sempre respeitei muito o mar, rio e cachoeiras. No máximo indo até onde a água encobrisse minha cintura.

Mas aquele mar mansinho sem ondas, cristalino… Saquei minha máquina fotográfica e fui clicando durante toda viagem até atracar na ilha, onde o casal de anfitriões nos esperava, atraídos pelo barulho do barco.

Sendo recepcionados na chegada por Francis e Teresa
Sendo recepcionados na chegada por Francis e Teresa

Recepcionados no cais, arrastamos nossa bagagem até a residência, estilo colonial, muito aconchegante. Joguei-me na cama do quarto, não acreditando estar numa ilha cercada de água por todos os lados e dali só poderia sair de barco, com hora previamente agendada. Dá um frio na barriga, mas eu pensei, o mar é mansinho.

Era quase hora do jantar, tomei uma chuveirada, peguei a canga de dentro da bolsa, me sentindo a Jane do seriado “O Tarzan”. Cruzei o corredor em direção a sala, já sentindo o cheirinho gostoso vindo da cozinha.

Um ambiente de aventura e sofisticação. Os proprietários do lugar ele, Francês e ela brasileira costumam brincar que com o tempo de convivência em comum, ele foi ficando cada vez mais brasileiro e ela cada vez mais francesa.
Na culinária, afirmo que ela é uma excelente chef. Sentamos-nos todos ao redor da mesa e saboreamos um jantar divino. Todos muito à vontade, se sentindo em família. Naquela noite fomos agraciados pelo calor de uma lareira. Estávamos no mês de junho, e a noite costuma refrescar na ilha.

Encontrei Teresa na caminhada em volta da ilha
Encontrei Teresa na caminhada em volta da ilha

Pela manhã, pude ser acordada pelo sol batendo no rosto, pois, dormi com as persianas da janela abertas. Dei uma caminhada antes do café pela ilha para ver o sol refletido no mar e os barcos passarem ao longe, tal como em um filme.

O convite é para cairmos todos ao mar e visitar uma gruta na praia do “Porco”. Só tinha um obstáculo. Eu não nado, ou melhor, dizendo, bato com os pés e as mãos na água. Afundar eu não afundo, mas daí aceitar um convite de nadar no mar até a caverna, já era demais para meu espírito “aventuresco”.

Conversamos no pequeno grupo. Todos muito a fim de ir conhecer o local e eu não queria ficar de fora, estava começando a aceitar a idéia de nadar no mar. E o trauma? Eu estava pensativa. Olhava o mar. Olhava a terra firme, neste caso pedras firme. Concentrei no meu desejo de conhecer a gruta, que segundo eles valia à pena por sua beleza. Ouvindo o meu coração, resolvi, eu vou. Eles ficaram um pouco surpresos com minha decisão.

Montamos uma estratégia: eu sairia na frente, junto com a experiente anfitriã, e mais atrás viriam de prancha com os equipamentos para registro, os outros dois do grupo.

Muita preparação e recomendações detalhadas por onde eu iria entrar no mar. Que eu tomasse bastante cuidado para não ir em direção às pedras, pois poderia me machucar, e seguir bem de perto minha guia.

Caminhando nas pedras para entrar no mar
Caminhando nas pedras para entrar no mar

Caminhando cuidadosamente por cima das pedras, cheguei ao local onde iria entrar no mar. Meu coração acelerou e eu ali parada, entre o medo e o prazer que aquela aventura me proporcionava.

A guia já estava no mar e eu a observava. Ela não nadava, simplesmente flutuava na água movendo as pernas como se estivesse caminhando no mar. Parecia tudo tão simples.

Sendo orientada para entrar no mar
Sendo orientada para entrar no mar
Só eu e o mar
Só eu e o mar

Bora lá! Seja o que Deus quiser! Joguei-me ao mar e foi impressionante a sensação. Entrei nua, com a água quase fria, eufórica com vontade de gritar. Nesta época do ano a água não costuma ser morna como no verão.  Fui nadando por entre as pedras com cuidado, era indescritível. Eu tremia, mas não era de nervoso, era de excitação.

Eu seguindo Teresa no mar
Eu seguindo Teresa no mar

Inacreditável aquele marzão à minha volta e eu conversando com minha acompanhante que continuava só movendo as pernas na água e eu ali batendo pés e braços bem fortes.

Caverna na praia do "porco"
Caverna na praia do "porco"

Vencendo meus medos, cheguei até a gruta. Entrei, dava pé. Com a água pela cintura, gritei! “Eu não acredito, eu venci o desafio das águas”!
Lugar maravilhoso para ficar ali só apreciando a exuberância da natureza encravada nas pedras. Tanta beleza me deixa tonta de alegria. Meu corpo pulsava, minhas pernas estavam bambas.

A vibração depois da conquista do mar
A vibração depois da conquista do mar

Na volta triunfante subi nas pedras e comemorei meu feito como se tivesse atravessado o canal da Mancha!

A última bolachinha do pacote

2º Tambaba Open de Surf Naturista
2º Tambaba Open de Surf Naturista

Sábado, dia três de outubro, foi o auge do encontro em Tambaba: praia cheia de naturistas, apresentação de grupo folclórico com Dança do Côco de Gurugi. Entramos na roda de dança, sol forte, calor intenso, trabalhamos a manhã inteira. Tambaba tem a luminosidade perfeita para fotografar e aproveitei ao máximo deste efeito de luz natural para fazer muitas fotos. Pintamos o corpo com argila das falésias, desbravamos trilhas, nos refrescamos do calor tomando vários banhos no mar.

Acompanhamos a fase classificatória do surf, corpos bronzeados em cima das pranchas fazendo manobras em busca da melhor onda e eu em busca do melhor ângulo para fotografar. Trabalho difícil este meu.

Fiz a cobertura da reunião da FBrN, à tarde, e depois disso acabou meu expediente. Fui ao encontro de amigos no bar da praia ao lado, já no finalzinho da tarde, jogar conversa fora e beber cerveja gelada. Fiquei um tempão por ali até que a reunião acabou e o restante do grupo se unisse a nós para cantar, batucar na mesa, comer batatinha frita e beber.

Lua cheia, espetáculo a parte
Lua cheia, espetáculo a parte

A lua foi subindo no mar, majestosa. Eu tinha que reverenciar, hipnotizada por aquela luz enorme branqueando as ondas que vinham bater na areia. Fui até onde a onda rebentava molhar os pés e desfrutar daquele momento sozinha.

Fui caminhando em direção à Pedra do Elefante para assistir melhor o efeito da luz da lua iluminando as folhas do coqueiro solitário em cima da pedra. Não tenho noção do tempo que fiquei apreciando este espetáculo, só ouvi de longe alguém gritava o meu nome. Prestei atenção no grito, era do meu amigo “O Gaúcho” preocupado por não me localizar no mar em frente ao bar. Achou que eu tivesse ido mar adentro. Talvez atendendo ao apelo de um boto cor de rosa perdido por ali, vindo direto do Rio Amazonas, e entrando no mar com o mesmo intuito de seguir o rastro deixado na água pelo brilho da lua.

Carina e Glacy no bar da praia apreciando a lua
Carina e Glacy no bar da praia apreciando a lua

Enfim localizada, voltei ao bar para cantar e cantar a beleza daquele momento. Foi então que as luzes na praia se apagaram e explodiu a alegria no bar. Avisamos o dono, agora começou o Luau pra valer. Se quiser que a gente continue no bar comendo e bebendo, desliga o disjuntor, porque quando a luz retornar vamos atravessar aquelas escadas e mudar de bar e de praia.

E dito e feito. Quando a luz voltou, nos dirigimos para o lado naturista da praia onde a festa estava programada para acontecer com fogueira, música ao vivo e mais cerveja. Eu já estava com efeito duplo: embriagada da beleza da lua e da espuma branca e gelada do copo de cerveja.

Rey animou os naturistas no "Nual" de Tambaba
Rey animou os naturistas no "Nual" de Tambaba

Fiz jus ao meu título de “Dancing Queen” conquistado nas pistas da Discoate, em Porto Alegre. Dancei muito e, quando a turma já cansada quis ir embora, fiquei dividida em ir com eles ou ficar, estava muito divertido aqui no “NUAL”.

A galera que estava por ali dançando pediu em coro, “fica”. Era o incentivo que eu precisava, então fiquei. Não faltou quem se prontificasse a me levar depois para a pousada. Até o “Senhor Prefeito” colocou seus seguranças à disposição. Um moreno alto, bonito e sensual também se dispôs a me oferecer hospedagem na pousada da praia. Uma conhecida, que estava hospedada no mesmo lugar que eu, e também sem condução para voltar, sugeriu:

Vamos dormir na beira da praia e esperar o sol para o dia nascer feliz.

Naquela noite fiz uma descoberta muito interessante para a qual não obtive resposta: Por que na Paraíba tem duas luas cheias no céu?

Tive meu momento “to me sentindo” a última bolachinha do pacote.